segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

"Sem água a gente não pode sobreviver"

"Sem água a gente não pode sobreviver"
(03/12/2010 - 10:06)

Trabalhadores preparados para iniciar o Plantio das mudas no Assentamento Chapadinha (Lago Oeste).

Produtores da Associação dos Trabalhadores Rurais da Agricultura Familiar do DF (Astraf) realizaram nesta quinta-feira, 2 de dezembro, o plantio de 500 mudas nativas do Cerrado às margens de uma nascente localizada no interior do Assentamento Chapadinha, no Lago Oeste. A área foi selecionada pelo Programa Adote uma Nascente (PAN), do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), para receber parte das duas mil mudas arrecadadas durante o evento Celebrar Brasília 50 anos, realizado no mês de abril durante as comemorações do aniversário da capital federal.

A nascente localizada no Assentamento participa do PAN desde o início deste ano. De acordo com Inês Antônio da Costa, membro da Associação, foi por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater) – que fornece orientações aos produtores sobre preparo de solo, plantio e colheita, por exemplo – que eles tomaram conhecimento do Programa desenvolvido pelo IBRAM. Segundo Inês, “a nascente está muito desprotegida e sofre com as queimadas durante o período da seca”, por isso resolveram adotá-la.

Para realizar o plantio, os produtores fizeram as covas e colocaram o adubo. Só depois vieram as mudas.
O Assentamento Chapadinha, que existe há cinco anos, abriga atualmente 44 famílias. A nascente beneficiada com o plantio das mudas abastece a barragem que é utilizada como fonte de água para os produtores rurais da Associação. Para Inês, as ações desenvolvidas em parceria com o Adote uma Nascente são essenciais para o bem-estar da comunidade. “Sem água a gente não pode sobreviver”, destacou.

Em parceria com a Rede de Sementes do Cerrado, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) – por meio do Reflorestar, o Programa de Reabilitação Ambiental da Área Rural - realizou a produção das mudas. Foram eles também que determinaram as espécies a serem plantadas.

De acordo com a técnica da Seapa, Germana Maria Cavalcanti, um levantamento florístico da região permitiu avaliar quais os tipos de vegetação existentes. "Fizemos uma divisão em espécies para ambiente úmido e ambiente seco”, destacou Germana. Buriti, canela, ingá, jenipapo, aroeira-pimenteira, cagaita e caqui do Cerrado estão entre as mudas que foram plantadas pelos produtores. O objetivo é revegetar principalmente a área situada no raio de 50 metros ao redor da nascente.

Segundo os produtores, o fogo é um dos principais responsáveis pela retirada da vegetação às margens da nascente situada no Assentamento

A Rede de Sementes do Cerrado fará o monitoramento das mudas durante os próximos dois anos. “Visitaremos a cada 15 dias os locais onde o plantio foi realizado para verificar se é preciso repor as mudas e como elas estão se desenvolvendo”, destacou Ione Lara, representante da instituição. Segundo ela, o sucesso do plantio depende ainda do envolvimento e da participação da comunidade local na conservação das mudas.

Para Germana Cavalcanti, da Seapa, os primeiros dois anos após o plantio são o período em que as mudas estão mais vulneráveis. “É preciso que os produtores estejam atentos. Formigas, fogo e pisoteio de animais podem destruir as mudas”, afirmou. Durante o plantio também estiveram presentes membros do Centro de Referência em Conservação da Natureza e Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD), da Universidade de Brasília (UnB).

Além do Assentamento Chapadinha, o Programa Adote uma Nascente já definiu outras áreas para receber as mudas. Duas nascentes – situadas em uma propriedade do Núcleo Rural Bucanhão, em Brazlândia, e na zona de amortecimento da Estação Ecológica de Águas Emendadas (ESEC-AE) – também serão beneficiadas. A data do plantio nestes locais ainda não foi definida.







sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Primeira Nascente Beneficiada

Na Mídia - Programa define áreas para plantio de mudas


(02/12/2010 - 09:21)
(Matéria publicada na Agência Brasília, em 02/12/2010)

Assentamento Chapadinha – situado no Lago Oeste – recebe nesta quinta-feira (2) o plantio de 400 mudas nativas do Cerrado arrecadadas durante o Celebrar Brasília 50 anos

O Assentamento Chapadinha – situado no Lago Oeste – recebe nesta quinta-feira (2) o plantio de 400 mudas nativas do Cerrado arrecadadas durante o Celebrar Brasília 50 anos, evento realizado em abril durante as comemorações do cinquentenário da capital federal. Situado na DF-170 (Km 05), o Assentamento – que pertence à Associação dos Trabalhadores Rurais da Agricultura Familiar do DF (ASTRAF) – abriga a primeira nascente que será beneficiada por meio da parceira firmada entre o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Rede de Sementes do Cerrado e Park Show Eventos.

Ao todo, foram arrecadadas duas mil mudas. O Ibram, por meio do Programa Adote uma Nascente (PAN), fez a definição dos locais de plantio. O intuito é promover a recuperação de áreas de vegetação nativa degradadas às margens das nascentes. Até agora, três locais de plantio já foram definidos. De acordo com a coordenadora do PAN, Vandete Maldaner, “a escolha das áreas que receberão as mudas foi feita com base no nível de degradação do local, sua relevância ambiental e na adesão dos responsáveis por essas áreas à iniciativa”.

No caso do Assentamento Chapadinha, por exemplo, Vandete destaca que a área de preservação permanente (APP) da nascente já havia sido utilizada para produção agrícola, o que causou a exposição do solo em diversos locais. A adoção dessa nascente junto ao PAN teve início neste ano, mas os produtores já aguardavam a parceria há mais tempo. Durante o plantio das mudas – que acontece a partir das 9 h –, estarão presentes representantes do Ibram, Rede de Sementes do Cerrado, Centro de Referência em Conservação da Natureza e Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD), Universidade de Brasília (UnB), Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), além dos produtores rurais.

Araticum, jacarandá, embaúba, sucupira, buriti, quaresmeira e angico estão entre as espécies que serão plantadas às margens das nascentes. De acordo com Vandete Maldaner, o tipo de solo e de fitofisionomias do local determinaram a escolha das mudas. “O objetivo é evitar introduzir espécies não originárias daquela área”, afirmou.

Beneficiados
Situada em Brazlândia, a nascente “Tio Antônio” participa do Programa Adote uma Nascente desde 2005. Localizada em uma propriedade do Núcleo Rural Bucanhão, ela também será beneficiada com o plantio das mudas. A área, utilizada para pastagens, já foi alvo de queimadas criminosas e hoje apresenta extensões de solo exposto.
Às margens da DF-205, a terceira nascente já definida para receber as mudas está situada na zona de amortecimento da Estação Ecológica de Águas Emendadas (ESEC-AE). Por meio de um edital público da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAP), ela é monitorada desde 2009 pelo Programa Adote uma Nascente e é considerada importante local para dessendentação da fauna da Estação. O plantio das mudas nestas duas outras áreas ainda não possui data definida.

Adote uma Nascente define áreas prioritárias para o plantio de duas mil mudas

Disponível em: http://www.ibram.df.gov.br/
(01/12/2010 - 17:07)

O Assentamento Chapadinha – situado no Lago Oeste – recebe nesta quinta-feira, 2 de dezembro, o plantio de 400 mudas nativas do Cerrado arrecadadas durante o Celebrar Brasília 50 anos, evento realizado no mês de abril durante as comemorações do cinquentenário da capital federal. Situado na DF-170 (Km 05), o Assentamento – que pertence à Associação dos Trabalhadores Rurais da Agricultura Familiar do DF (ASTRAF) - abriga a primeira nascente que será beneficiada por meio da parceira firmada entre o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), Rede de Sementes do Cerrado e Park Show Eventos.

Ao todo, foram arrecadadas duas mil mudas. O IBRAM, por meio do Programa Adote uma Nascente (PAN), fez a definição dos locais de plantio. O intuito é promover a recuperação de áreas de vegetação nativa degradadas às margens das nascentes. Até agora, três locais de plantio já foram definidos. De acordo com a coordenadora do PAN, Vandete Maldaner, “a escolha das áreas que receberão as mudas foi feita com base no nível de degradação do local, sua relevância ambiental e na adesão dos responsáveis por essas áreas à iniciativa”.

No caso do Assentamento Chapadinha, por exemplo, Vandete destaca que a área de preservação permanente (APP) da nascente já havia sido utilizada para produção agrícola, o que causou a exposição do solo em diversos locais. A adoção desta nascente junto ao PAN teve início neste ano, mas os produtores já aguardavam a parceria há mais tempo.

Durante o plantio das mudas – que acontece a partir das 9 horas -, estarão presentes representantes do IBRAM; da Rede de Sementes do Cerrado; do Centro de Referência em Conservação da Natureza e Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD), da Universidade de Brasília (UnB); da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), além dos produtores rurais.