Publicação: 19/02/2010 12:42 Atualização: 19/02/2010 14:09
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou, nesta sexta-feira (19/2), que a capital passa por uma epidemia de dengue. “Desde o início de 2010, já foram notificados 1.425 casos suspeitos de dengue. Desse número, 390 foram confirmados. Além disso, duas mortes estão sob investigação” explicou o secretario Joaquim Barros Neto. É o maior número de casos dos últimos oito anos.
Os óbitos ainda não podem ser atribuídos à dengue, pois é necessária confirmação laboratorial. Mesmo assim, os números apresentados pelo secretário contrastam com os 289 casos suspeitos da doença registrados em 2009. No ano passado foram confirmados 25 casos. O aumento é de 335,8% nos casos de notificação e de 465,2% nos confirmados.
Apenas entre 2001 e 2002 o DF registrou uma incidência de dengue semelhante ao que ocorre agora. As cidades com maior quantidade de casos nesse período foram a Estrutural e São Sebastião. Na atual epidemia são apontadas as regiões do Itapoã, Paranoá, Arapoanga, São Sebastião e Vila Planalto como os locais de maior concentração da doença.
Barros Neto atribui o aumento no número de casos à redução de agentes nas ações de fiscalização e à falta de participação da população. “Nós não conseguimos manter a fiscalização, por termos pouco pessoal e a população também se acomodou”, disse o secretario.
Exército
Para evitar que a epidemia fuja do controle, o secretario informou que contará com a participação do Exército Brasileiro no combate à dengue. Os soldados passarão por três dias de treinamento na Secretaria de Saúde para depois auxiliar no trabalho de orientação à população, destruição e tratamento dos focos da doença.
O número de soldados que participarão da força-tarefa ainda não foi definido, mas Joaquim Barros espera reunir 200 homens. “Hoje nós contamos com um número reduzido de pessoas. Nós pretendemos contratar cerca de 500 agentes de vigilância Ambiental”, conta o secretario. Cada agente consegue visitar 25 casas por dia.
Comunidade
O secretário pediu que a população receba os agentes e acate as instruções dadas. A participação de todos é importante, pois 90% dos casos de foco de dengue estão dentro das casas. Quem não aceitar a visita poderá ser notificado legalmente pela obstrução. “As pessoas estão reagindo bem. Por enquanto não encontramos nenhuma resistência”, disse Joaquim Barbosa.
Durante as visitas às residências, os agentes estarão identificados com colete e crachá. Se a pessoa tiver alguma dúvida sobre a legitimidade, pode ligar para a Vigilância Ambiental por meio do telefone 3341-1682.
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