Um dos argumentos é o de que o DF só pode ter 24 deputados. E não 32, como vai acontecer se os oitos suplentes assumirem. O curioso é que alguns suplentes também são citados em outros escândalos.
Os maiores constrangimentos estão entre as três vagas do PMDB. Roberto Lucena é irmão de Gilberto Lucena, dono da empresa Linknet e que aparece nos vídeos repassando dinheiro a Durval Barbosa. Médico de formação, ele foi diretor do Hospital Regional de Samambaia entre 2005 e 2006.
Outro distrital do PMDB é Wigberto Tartuce, mais conhecido como Vigão. Dono de emissoras de rádio, Vigão já cumpriu dois mandatos como deputado federal, mas teve a carreira manchada por denúncias de desvio de recursos públicos e bens penhorados para pagar dívidas de jogo contraídas na década de 90.
A outra suplente do partido é Ivelise Longhi. Ela é arquiteta e funcionária concursada do GDF há 20 anos. Já foi secretária de Habitação, Desenvolvimento e Planejamento Urbano, além de administradora de Brasília.
O empresário Raad Massouh é do Democratas, partido que dá nome ao escândalo do mensalão no Distrito Federal. Ele já assumiu como suplente neste mandato, na vaga de Eliana Pedrosa.
Olair Francisco e Mário da Nóbrega só vão para a Câmara porque Pedro do Ovo e Berinaldo Pontes, que eram os suplentes diretos, também foram afastados pela Justiça. Os outros suplentes são Joe Valle, que substitui Rogério Ulisses, e Washington Mesquita, que entra na vaga aberta por Júnior Brunelli.
Veja a lista com os nomes dos deputados afastados pela Justiça por suposto envolvimento no esquema do mensalão:
:: Sai Leonardo Prudente (sem partido), Aylton Gomes (PR), Rogério Ulysses (sem partido).
:: Sai Eurides Brito (PMDB), Benício Tavares (PMDB), Rôney Nemer (PMDB) e Benedito Domingos (PP).
:: Sai Júnior Brunelli (PSC) e ficam impedidos de assumir os suplentes Berinaldo Pontes (PP) e Pedro do Ovo (PRP).
Ronaldo Gueraldi
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